sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SAGRADO E PROFANO


Nada que eu fale sobre o amor
Que não fora dito ou cantado
Para o poeta nada passa impune
Seja no profano ou no sagrado

No amor profano tudo é alegoria
No uso exagerado dos amantes 
Na urgência que tem a alegria
De provocar os seus rompantes

No sagrado, o amor é comedido
Conexão direta com outro plano
Nenhum deles pode ser medido
Os dois são divinos, sem engano

Nas duas categorias de amor
Não há garantia de vitória
Para alguns, talvez, um fracasso
Para outros, quem sabe? Uma glória 

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