domingo, 29 de setembro de 2019

O DEUS QUE ACREDITO


O Deus que acredito é perfeito
Não é um Deus que me causa temor
Não é um Deus que condena e castiga
É tão somente um Deus de amor

O que conta é o que acreditamos
O meu Deus é de fato incontestável 
Para mim deixou de ser piegas
Sua existência é agora indubitável 

O livre arbítrio é sinal da bondade
Desse ser de luz a toda prova
Nos permite fazer nossas escolhas
E com elas criarmos vida nova 

Na sabedoria magnífica desse ser
Nos colocou frente a uma realidade 
De aprender a conduzir a própria vida
E assumir nossa responsabilidade

A necessidade do sagrado é urgente 
Para uma alma sedenta de saber
A busca do divino é latente
E cuidar de mim é o que devo fazer

Como pano de fundo para a crença 
Tento acertar meu caminho e sigo
Faço a minha própria história 
Confiante que Deus é meu amigo

terça-feira, 24 de setembro de 2019

AS FLORES QUE EU DEI



O que fizeram das flores?
Dadas com tanto carinho
Não ficaram onde deviam
Seguiram outro caminho

O que fizeram das flores?
Eram todas amarelas
Pararam em mãos estranhas
Que adiantou serem belas?

Não foram jogadas no lixo
Por um ato de dignidade
E para falar a verdade
Que diferença faria?

No lixo ou em outro lugar
Perdera-se toda a magia
De um ato com intenção
De só trazer alegria

Por questão de conveniência
Mudaram as flores de dono
Coitadas das belas flores
Ficaram no abandono

domingo, 22 de setembro de 2019

MATURIDADE


Envelhecer é prerrogativa dos vivos
Se é bom ou ruim, já não importa
A limitação do corpo é patente 
Prefiro envelhecer, que estar morta

Em sendo ruim, tem algo que se salva
A merecida e imprescindível maturidade
Envelhecer deu um prêmio para a alma
Melhorou o pior de mim, isso é verdade

O querer ganha força, sem ganância
Nosso poder se torna evidente
Passamos a dar importância
Ao que é importante realmente

A solidão ocupa um espaço 
Mas solidão não é estar sozinho
Me aproprio desse lugar comum
E não me basto nesse caminho

Convivo comigo, muito bem, obrigada
Eu só tenho a idade que me resta
O que vai na minha alma é o que vale
E ignoro tudo o que não presta

Me enchi de direitos, com certeza
Porque de deveres já me esgotei
Perdoei todos os meus mal feitos
E deixei de gostar de quem já gostei

Já perdoei a todos, que de alguma forma
Me fizeram mal ao longo da estrada
O meu passado está em seu lugar
E o presente é a minha parada

Tomo consciência de que um dia
O fim, por fim vai se anunciar
Terei o prazer e a honra de dizer
Que o barato da vida foi amar