Ousada feito o mar que avança desmedido
Livre feito o vento que corre sem fronteiras
Medo constante diante do desconhecido
Destemida ou não, diante de barreiras
Do barro que fui feita, me fiz construção
Me reconheço frágil feito um cristal
Rigidez que se desfaz diante da paixão
Sujeita tanto ao bem quanto ao mal
Manteiga derretida diante do sensível
Me deparo com derrotas e não aceito
Diante da batalha não sou invencível
Me engano e me desfaço do mal feito
Não sou boa de briga, mas não provoque
Viro fera e encaro, se houver precisão
Sou crença e descrença a reboque
Doce e cruel conforme a ocasião
Me abato feito bicho morto à pancada
Mas me levanto e dou a volta por cima
Com os que amo não sou de dar mancada
Corro atrás de tudo o que me fascina
Muito boa... Parabéns!
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